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Como funciona o divórcio: guia prático passo a passo

Família2026-08-105 min de leitura

Divórcio é o fim legal do casamento. Se você está pensando em se separar, é normal ter dúvidas: como começa, quanto custa, quanto demora e como fica com os filhos. Este guia explica tudo isso em linguagem simples, para você entender seus direitos e os passos que vem pela frente.

Os tipos de divórcio que existem

No Brasil, existem dois caminhos principais para o divórcio: o consensual e o litigioso. A diferença é grande no tempo, no custo e na complicação do processo.

Divórcio consensual é quando você e seu cônjuge concordam em tudo. Acordam sobre como dividir os bens, quem fica com os filhos, quanto será a pensão alimentícia, e tudo mais. Não há briga. É o caminho mais rápido e barato.

Divórcio litigioso é quando vocês discordam. Um quer ficar com a casa, o outro discorda. Desacordam sobre a guarda dos filhos ou o valor da pensão. Nesse caso, o juiz precisa decidir. Demora mais e custa mais caro porque envolve advogados e tribunal.

Existe ainda o divórcio extrajudicial, que é um caminho rápido para casais sem filhos ou com tudo já acordado. Funciona direto no tabelião (cartório), sem precisar ir à justiça.

Divórcio consensual: como funciona na prática

Se vocês dois concordam em tudo, o processo é mais simples. Aqui estão os passos principais para um divórcio consensual:

  1. Vocês dois conversam e definem como será a divisão de bens, guarda dos filhos (se houver) e pensão alimentícia.
  2. Procuram um advogado ou um cartório que ofereça divórcio extrajudicial. Se tiverem filhos menores, precisam de advogado (a lei exige).
  3. O advogado redige o acordo com tudo que vocês acertaram.
  4. Vocês dois assinam o acordo e o advogado protocola na justiça (ou no cartório, se for extrajudicial).
  5. O juiz analisa o acordo e, se estiver tudo certo, aprova em poucas semanas.
  6. Recebem a sentença de divórcio. Está pronto.

Esse caminho costuma levar de 1 a 3 meses. O custo varia, mas é bem mais acessível que um divórcio litigioso.

Divórcio litigioso: quando não há acordo

Se vocês não conseguem entrar em acordo, um precisa entrar com uma ação na justiça. Isso significa que um será o réu (quem responde) e o outro será o autor (quem começou o processo).

Nesse caso, cada um costuma ter seu próprio advogado. Os advogados trocam documentos, provas, argumentos. Pode haver audiências e depoimentos. Tudo isso toma tempo. O juiz, ao final, decide como será a divisão de bens, a guarda, a pensão.

Divórcio litigioso pode levar de meses a anos, dependendo da fila do tribunal e da complexidade do caso. O custo é maior porque envolve mais trabalho de advogado, taxas judiciais e tempo em tribunal.

O que acontece com os filhos e a pensão alimentícia

Se vocês têm filhos menores de idade, o divórcio envolve sempre duas decisões importantes: a guarda e a pensão alimentícia.

Guarda é quem fica responsável por cuidar das crianças no dia a dia. Pode ser guarda compartilhada (ambos compartilham a responsabilidade e o tempo com os filhos) ou guarda unilateral (um fica com a guarda, e o outro tem direito de visitas).

Pensão alimentícia é o dinheiro que um dos pais paga ao outro para ajudar a sustentar os filhos. O valor é proporcional à renda de quem paga e às necessidades das crianças. Mesmo que o casal não acorde em nada mais, a lei garante que as crianças sejam mantidas pelos dois pais.

Se vocês não conseguem acordar sobre guarda e pensão, o juiz decide. Ele ouve os dois lados, pode conversar com as crianças (dependendo da idade) e determina o que é melhor para elas.

Que documentos você precisa providenciar

Para iniciar um divórcio, você precisará reunir alguns documentos. A lista exata depende se é consensual ou litigioso, mas geralmente inclui:

Um advogado ou o cartório pedirá os documentos específicos que você precisa. Cada caso é diferente.

Quanto custa e quanto tempo demora

O custo varia bastante. Um divórcio consensual extrajudicial (no cartório) pode custar de R$ 500 a R$ 2 mil. Um divórcio consensual com advogado costuma ficar entre R$ 1 mil e R$ 5 mil.

Um divórcio litigioso é bem mais caro. Os honorários do advogado podem ser de alguns milhares de reais, e ainda há taxas judiciais. Tudo depende da complexidade do caso.

Sobre o tempo: divórcio consensual demora de 1 a 3 meses. Divórcio litigioso pode levar de 6 meses a 2 anos ou mais, dependendo da fila dos tribunais.

Se você não tem condições de pagar por um advogado, pode pedir apoio jurídico gratuito (Defensoria Pública). Procure o órgão da sua região.

Próximos passos: como começar

Se você decidiu que quer se divorciar, o primeiro passo é conversar com seu cônjuge e tentar saber se há possibilidade de acordo. Se sim, procure um advogado ou cartório. Se não, você precisará de um advogado para entrar com a ação na justiça.

Escolher o advogado certo faz diferença. Você quer alguém que conheça bem direito de família, que seja atencioso com você, e que cobrar um preço justo. Uma boa forma de encontrar é pedir recomendação, pesquisar online ou usar plataformas que conectam clientes e advogados.

No CAUSA, você descreve seu caso de forma simples, recebe propostas de advogados especializados em família na sua região, conversa com eles pelo chat e escolhe com quem trabalhar. Tudo sem sair de casa.

Um divórcio é sempre uma situação delicada, mas com a ajuda certa, fica muito mais tranquilo. O importante é proteger seus direitos e, se houver filhos, garantir que eles estejam bem.

Perguntas frequentes

Qual é a diferença entre divórcio consensual e litigioso?

No consensual, casal entra em acordo sobre tudo (bens, filhos, pensão). No litigioso, há discordância e o juiz decide. O consensual é mais rápido e barato.

Quanto tempo leva um divórcio?

Divórcio consensual leva de 1 a 3 meses. Litigioso pode levar meses ou anos, dependendo da complexidade e da fila do tribunal.

Preciso de advogado para divorciar?

Em divórcio consensual simples, você pode usar serviços online ou cartório. Em casos com filhos, bens complexos ou desacordo, um advogado ajuda a proteger seus direitos.

O que acontece com os filhos no divórcio?

Pai e mãe continuam responsáveis. O casal decide a guarda (quem fica com quem) e a pensão alimentícia. Se não concordam, o juiz decide.

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