InícioBlog › Família

Como pedir pensão alimentícia: guia prático passo a passo

Família2026-08-085 min de leitura

Você é responsável por uma criança e o outro genitor não está contribuindo financeiramente? Ou você é pai ou mãe solo enfrentando dificuldades para cobrir despesas básicas da criança? Saber como pedir pensão alimentícia é essencial para garantir que seu filho tenha acesso a alimentação, educação, saúde e moradia dignos. Este guia explica o processo de forma clara, sem complicações legais desnecessárias.

O que é pensão alimentícia (e por que importa)

Pensão alimentícia é o valor que uma pessoa (geralmente o genitor que não está com a guarda) paga regularmente para ajudar nas despesas básicas de uma criança ou adolescente. Não é punição, é um direito da criança. A lei obriga os pais a contribuir para sustento dos filhos mesmo após separação ou divórcio.

A pensão cobre despesas com comida, moradia, escola, saúde, roupas e até atividades educacionais. É uma obrigação legal e moral de quem gera uma criança, independentemente do relacionamento entre os pais.

Quando você pode pedir pensão alimentícia

Você pode solicitar pensão alimentícia em várias situações:

O importante é que exista uma necessidade real de quem recebe e capacidade financeira de quem vai pagar.

Documentos necessários para pedir pensão alimentícia

Antes de procurar um advogado ou ir ao cartório, reúna estes documentos:

Esses documentos fortalecem seu pedido e ajudam o advogado a calcular um valor justo.

Passo a passo para pedir pensão alimentícia

  1. Tente um acordo informal. Converse com o outro genitor sobre a necessidade de contribuição financeira. Às vezes, uma conversa honesta resolve sem precisar de tribunal.
  2. Procure um advogado ou assista judiciária. Se for baixa renda, você pode usar a assistência judiciária gratuita. Se não, contrate um advogado de confiança para orientação.
  3. Escolha entre acordo ou ação judicial. Se ambos concordarem, vocês fazem um acordo simples. Se não, o advogado abre um processo no juizado especial de família ou na vara de família.
  4. Registre o acordo em cartório ou na Justiça. Seja qual for a opção, o acordo ou a sentença precisa ser registrado para ter validade legal.
  5. Acompanhe o pagamento. Assim que aprovado, o responsável começa a pagar. Se parar, você pode cobrar judicialmente por inadimplência.
  6. Atualize quando necessário. Se a situação financeira mudar (para mais ou menos) ou as necessidades da criança aumentarem, você pode pedir revisão.

Acordo direto ou processo judicial? Qual é mais rápido?

Existem dois caminhos principais.

Acordo de pensão alimentícia: se o outro genitor concorda, vocês combinam um valor, redigem um termo de acordo e levam a um cartório notarial ou ao juizado. É mais rápido (alguns dias até 2 semanas) e menos burocrático. Funciona bem quando há boa comunicação entre os pais.

Ação judicial de alimentos: se o outro genitor não colabora ou nega responsabilidade, você entra com um processo. O juiz avalia a renda de ambos, as despesas da criança e fixa um valor. Demora mais (4 meses a 1 ano) e envolve audiências, mas garante sua vontade perante a lei.

Na maioria dos casos, o acordo é mais prático. A via judicial é para situações de conflito ou recusa clara.

Quanto custa pedir pensão alimentícia?

Os custos variam conforme o caminho escolhido.

Se fizer acordo em cartório: você paga apenas a taxa de cartório (em geral, R$ 200 a R$ 500, conforme a região).

Se entrar com ação judicial: há taxa judiciária (cobrada uma única vez) e eventual honorário de advogado. Se você for de baixa renda, pode pedir assistência judiciária gratuita pelo Estado.

Não há custo obrigatório com o advogado se você usar o sistema de justiça gratuita. Se contratar um advogado particular, os honorários variam bastante (combinam com o profissional).

Erros comuns ao pedir pensão alimentícia

Para sua solicitação não cair em armadilhas, evite:

O primeiro passo: busque orientação legal

Cada família é diferente. Enquanto este guia oferece um panorama geral, sua situação pode ter particularidades que exigem análise específica. Um advogado de família pode avaliar documentos, sua renda, a do outro genitor e as despesas reais para calcular um valor justo e viável.

Se você está enfrentando essa situação agora, não adia. Crianças precisam de apoio financeiro para crescer bem, e você tem direito a receber esse apoio.

No CAUSA, você conecta com advogados de família especializados na sua região. Descreva seu caso em linguagem simples, receba propostas de profissionais reais e escolha com quem conversar. Rápido, prático e seguro.

Perguntas frequentes

Quem pode pedir pensão alimentícia?

Qualquer pessoa responsável por uma criança ou adolescente pode pedir pensão ao outro genitor. Também avós, irmãos e outros familiares em casos específicos, se a criança não tiver apoio dos pais.

Qual é o valor mínimo de pensão alimentícia?

A lei não fixa um valor mínimo obrigatório. O juiz leva em conta a capacidade financeira de quem paga e as necessidades de quem recebe (alimentação, educação, saúde, moradia).

Preciso ir ao tribunal para pedir pensão?

Nem sempre. Se ambos concordarem, dá para fazer um acordo direto e registrar em cartório. Se houver discordância, aí sim você precisa de um advogado e de processo judicial.

Quanto tempo leva um processo de pensão alimentícia?

Em média, 6 meses a 1 ano se for acordo. Se virar disputa no tribunal, pode levar mais tempo. Varia conforme a região e a complexidade do caso.

Precisa de um advogado?

Descreva seu caso em linguagem simples e receba propostas de advogados de verdade, da sua área e região. É grátis pra começar.

Encontrar meu advogado →